Campus Boa Vista certifica mais 64 cursistas em curso de Português para Imigrantes

por Virginia publicado 14/06/2018 15h20, última modificação 14/06/2018 17h40

Nos dias 12 e 13 de junho, o Campus Boa Vista do Instituto Federal de Roraima (CBV-IFRR) realizou a certificação de mais duas turmas do curso de extensão Português para Imigrantes, uma ação da Diretoria de Extensão (Direx).

Na turma das professoras voluntárias Katia Maria Abreu da Silva e Dâmaris Carvalho da Silva Cota, foram certificados 43 alunos e, na turma das professoras Juliana da Silva Morais e Elisangela Castro de Jesus, mais 21 estudantes. Com essas solenidades de certificação, o CBV alcança um total de 170 imigrantes capacitados, somando-se às turmas concluintes de 2017. Essa é uma importante marca relacionada ao cumprimento da política de extensão alcançada por este que é o maior campus do IFRR. Mais uma turma do mesmo curso será formada até o mês de julho.

Extensão – Diante do problema enfrentado pelos imigrantes, principalmente venezuelanos, por causa das dificuldades com a língua, o CBV dará continuação ao acolhimento dos estrangeiros com o oferecimento de um novo curso, com previsão para iniciar-se em agosto. Ele será voltado à formação para atuação no mercado de trabalho com foco no empreendedorismo. A ação faz parte da política de extensão institucional e visa facilitar o processo de adaptação dos imigrantes no Brasil.

Odalip Carolina Molina Rosano é venezuelana, advogada por formação, e está no Brasil há cinco meses. Ela fala como o curso tem contribuído para a melhoria da comunicação em sua rotina diária. “Venho me aprimorando a cada dia. Meu vocabulário já aumentou bastante. Quero conseguir um emprego e sei da importância de falar e escrever corretamente para alcançar esse objetivo. Quero, sobretudo, ter uma vida nova aqui no Brasil e, pra isso, é importante estudar”, relatou.

Outro aluno que se diz satisfeito com o aprendizado da língua portuguesa é Francisco Javier Rodrigues, que também veio da Venezuela há cinco meses e que, nesse período, já evoluiu bastante com relação aos conhecimentos de língua portuguesa. “O curso me ajudou muito a falar melhor, pois tenho mais dificuldade com a fala do que com a escrita. É importante estudar, pois aprendemos a escrever da forma correta, diferente do que aprendemos nas ruas, já que, em nosso dia a dia, não conseguimos compreender todas as palavras. O IFRR tem nos atendido da melhor maneira, nos recepcionado muito bem, inclusive com horários diferenciados para as turmas, para que todos possam frequentar”, e, por isso, agradecemos, relatou.

Diante de depoimentos como os de Odalip e Francisco, percebe-se a real necessidade do desenvolvimento de ações de extensão voltadas, sobretudo, às minorias e às pessoas em situação de vulnerabilidade social. “É uma satisfação tê-los aqui, pois o aprendizado é mais nosso do que propriamente de vocês, alunos imigrantes. Apesar de representar um desafio a oferta do curso, é gratificante este momento de certificação, pois percebemos a satisfação e o reconhecimento dos cursistas. Já estamos planejando um novo curso com o intuito de ampliar o conhecimento, pois vocês ainda têm muito a aprender e nós ainda temos a ofertar. Somente com estudo é que podemos ajudá-los a diminuir as diferenças e melhorar suas condições de vida no Brasil”, afirmou a diretora-geral do CBV, professora Joseane Cortez.

“O Instituto Federal não faz diferença entre pessoas e procura desenvolver ações que culminem em uma educação de qualidade e que gerem meios para que os cursistas se qualifiquem profissionalmente. Nesse processo, está incluído o atendimento que fazemos aos imigrantes. Na articulação entre ensino, pesquisa e extensão, buscamos viabilizar mudanças capazes de gerar novos saberes, resultando na construção de conhecimentos que capacitam o aluno a atuar de forma mais ativa e autônoma na sociedade”, explicou a diretora de Extensão do CBV, professora Marilda Vinhote Bentes.

 

 
Texto: Virginia Albuquerque
Fotos: Marcos Sá
CCS/Campus Boa Vista
13/6/2018