ENSINO X PESQUISA – IFRR incentiva o desenvolvimento de projetos de cunho científico e tecnológico

por Virginia publicado 28/12/2016 12h05, última modificação 29/12/2016 09h22
Uma das propostas da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (Rede EPT) é fomentar a pesquisa e a iniciação científica com vistas ao desenvolvimento de soluções tecnológicas e projetos de cunho inovador que possam ser implementados e atendam aos interesses da sociedade. Alguns projetos com esse viés foram desenvolvidos por alunos e professores de vários cursos técnicos e superiores do Campus Boa Vista Centro (CBVC) no decorrer de 2016. Apesar da previsão de mais cortes no orçamento para 2017, uma das metas do campus é continuar investindo no desenvolvimento de pesquisas e práticas que fomentem a inovação tecnológica

Uma das propostas da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica (Rede EPT) é fomentar a pesquisa e a iniciação científica com vistas ao desenvolvimento de soluções tecnológicas e projetos de cunho inovador que possam ser implementados e atendam aos interesses da sociedade. Alguns projetos com esse viés foram desenvolvidos por alunos e professores de vários cursos técnicos e superiores do Campus Boa Vista Centro (CBVC) no decorrer de 2016. Apesar da previsão de mais cortes no orçamento para 2017, uma das metas do campus é continuar investindo no desenvolvimento de pesquisas e práticas que fomentem a inovação tecnológica.

Doutores da Informática –  Com três anos de existência, o projeto Doutores da Informática visa à aproximação dos alunos do 2.º ano do curso Técnico em Informática com a comunidade em geral. Visa ainda simplificar os conhecimentos técnicos e estimular a computação como instrumento de criatividade e inovação tecnológica no Brasil. Neste ano, o Doutores da Informática utilizou a computação como modelo de transformação e melhoramento da saúde brasileira. Diante desse desafio, coube aos oito grupos de alunos das turmas de 2.º ano do curso Técnico em Informática integrado ao ensino médio a missão de apresentar casos de sucesso e metodologias práticas de como a computação pode, e deve, se integrar às novas estratégias de ensino no Brasil e no mundo.

IF KaRRt –  Desenvolvido por meio do Programa Institucional de Fomento ao Desenvolvimento de Projetos de Práticas Pedagógicas Inovadoras (Inova-IFRR/2016),  o IF KaRRt, que já está na 5ª edição, consiste em uma competição de carrinhos mecatrônicos constituídos de lixo, uma forma de “reduzir, reutilizar e reciclar” (três erres),com vistas à sustentabilidade. A culminância do projeto é marcada pela competição entre os carrinhos mecatrônicos, realizada em cinco modalidades: Corrida Tradicional, Corrida Maluca, Corrida Maluca Inversa, Sumô e Design Sustentável.

Startups – O projeto de Startups é desenvolvido no último ano do curso Técnico em Informática, tendo em vista incentivar a pesquisa aplicada, a construção de protótipos e o empreendedorismo, outro conceito fundamental trabalhado com os alunos finalistas, uma vez que estão prestes a ingressar no mercado de trabalho e precisam dominar conceitos relacionados ao mercado competitivo. Os projetos elaborados são originados, em sua grande maioria, do Doutores da Informática e de outros projetos da área de informática.

Educação Digital – Outro importante projeto desenvolvido no CBVC é o Educação Digital, coordenado pelo professor Cristofe Coelho da Rocha, por meio do qual alunos do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Tads) desenvolvem softwares voltados para o melhoramento do processo educacional. Nesse projeto, a proposta é o desenvolvimento de recursos, na perspectiva das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (Tics), que dinamizem as aulas e, consequentemente, tornem o ambiente de aprendizagem mais atrativo e colaborativo.

Desafio de Ideais – Diante da importância de ampliar as discussões sobre a inovação tecnológica no âmbito da Rede EPT, professores de vários institutos reuniram-se e criaram o “Desafio de Ideias”, como parte da programação do Congresso Norte-Nordeste de Pesquisa e Inovação Tecnológica (Connepi), que, a partir de agora, será realizado a cada dois anos. O desafio resume-se em uma rica atividade de estímulo ao empreendedorismo, com o objetivo de credenciar uma ideia de negócio inovador e a equipe com a qual pretende competir. A pré-seleção das propostas, desenvolvidas nos IFs das Regiões Norte e Nordeste, leva em consideração, entre outros requisitos, o potencial de negócio e a viabilidade técnica. Na etapa presencial, durante o Connepi, as equipes são orientadas por renomados mentores com vistas ao aprimoramento dos projetos. “Durante essa etapa, os alunos passam três dias imersos em ações de empreendedorismo. Consiste em um desafio de ideias, pois as propostas ainda não são negócios, são apenas ideias com potencial de negócios. Nesse sentido, essas propostas são apresentadas para os parceiros do evento, como o Sebrae e empresários convidados, que terão a missão de avaliar as ideias e confirmar a possibilidade da implementação das propostas”, explicou o professor do CBVC Vinícius Tocantins, um dos organizadores do Desafio de Ideias perante a Comissão Organizadora Central do Connepi.

Ainda de acordo com Tocantins, as ideais versam sobre diversas áreas como informática, eletrônica, turismo, entre outras, e a proposta da Rede EPT é que cada instituto federal realize uma etapa local e que os melhores trabalhos das etapas locais sejam apresentados na etapa nacional do Desafio de Ideias, durante o Connepi. “Assim teremos a ampliação das discussões sobre o empreendedorismo e o plano de negócios, bem como o amadurecimento das propostas ainda nos próprios IFs, para que um número maior de alunos seja beneficiado com essas discussões e não somente aqueles que participam do Connepi”, complementou.

Assim como Tocantins, outros professores do CBVC vêm trabalhando o conceito de empreendedorismo em suas disciplinas com o intuito de preparar os alunos para empreender seus próprios negócios. “Procuramos integrar a disciplina, no meu caso a computação, aos conceitos do empreendedorismo, fazendo com que os alunos percebam a possibilidade do desenvolvimento de produtos para o mercado, o que chamamos de startups. Assim, o aluno recebe o conteúdo e, ao final, é incentivado a aplicá-lo em uma empresa de computação voltada à resolução de um problema ou atendimento de uma necessidade de acordo com os arranjos produtivos locais”, pontuou Vinícius.

 

Virginia Albuquerque
CCS/Campus Boa Vista Centro
28/12/2016