Curso de pós-graduação em Residência Judicial reforça importância das parcerias interinstitucionais

por Virginia publicado 02/02/2022 17h20, última modificação 03/02/2022 10h35
A formação, ofertada em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado de Roraima (TJRR), qualifica 40 alunos residentes e tem previsão para encerramento em dezembro.

O Campus Boa Vista do Instituto Federal de Roraima (CBV/IFRR) deu início, em janeiro, ao curso de pós-graduação lato sensu em Residência Judicial. A formação, ofertada em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado de Roraima (TJRR), qualifica 40 alunos residentes e tem previsão para encerramento em dezembro.

Conduzido pela presidência do TJRR, o curso conta com o apoio da Escola do Poder Judiciário de Roraima, além do Ministério Público de Roraima. Na formação atuam 2 professores do CBV/IFRR, 12 do TJRR e 2 do MP.

O objetivo é despertar a vocação pela carreira da magistratura estadual, por meio da aproximação dos residentes ao contexto da experiência judicante, capacitando-os para a vivência diária das atribuições da magistratura e oferecendo-lhes compreensão de seu papel social e da missão institucional.

Para a diretora-geral do CBV, professora Joseane Cortez, o curso representa o estreitamento das parcerias tanto com o TJRR quanto com a Escola do Poder Judiciário, existente desde 2018. “Esse curso é, sem dúvida, um desafio muito significativo na medida em que simboliza a confiança e o respeito que o Tribunal de Justiça tem para com o IFRR, em particular o Campus Boa Vista, possibilitando-nos servir de veículo para o processo de formação de um importante projeto capitaneado pelo TJRR, que é a residência pedagógica, como ação preparatória a quem quer seguir a carreira do Judiciário. Estamos muito felizes com essa parceria e esperamos cada vez mais que esse aprendizado seja o elo para muitas e futuras parcerias”, disse.

Curso – O 1.º módulo é dedicado aos estudos preparatórios (Residência 1 – 360 horas) e será conduzido pelo Departamento de Ensino a Distância do CBV, na modalidade a distância, com previsão também de encontros presenciais, conforme a necessidade dos componentes curriculares.

O 2.º módulo contempla a prática jurisdicional tutelada (Residência 2 – 960 horas) e será conduzido pela coordenação administrativa do programa. Esse módulo corresponde ao desenvolvimento de experiências jurisdicionais no âmbito de unidades judiciárias do Poder Judiciário de Roraima.

Segundo a coordenadora-geral do curso, professora Miriam Aline da Silva, essa ação de formação em parceria é algo bastante significativo e constitui-se em um marco para a instituição. "Para nós é uma honra poder contribuir para a efetivação do primeiro Programa Judicial do Tribunal de Justiça de Roraima, um curso tão importante para o Judiciário como para toda a sociedade roraimense; um marco histórico para as duas instituições. Recentemente, tivemos o privilégio de contar com a participação da doutora Quitéria Péres, proferindo palestra aos residentes, o que seguramente fez a diferença e inspirou a todos nós", afirmou.

Palestra – A doutora Quitéria Péres, juíza, professora e também coordenadora da Escola Superior da Magistratura de Santa Catarina (Esmesc) - Extensão de Blumenau, é uma das convidadas de honra das instituições parceiras. Ela tem participado de alguns momentos especiais, a exemplo da solenidade de abertura do curso, realizada em janeiro, e da palestra “Como se preparar para o concurso da magistratura”, ministrada nesta terça-feira, dia 1.º.

A Esmesc é pioneira no Brasil e uma das principais referências para os demais programas de residência judicial do País. “Foi uma grande satisfação ter conversado com os alunos residentes judiciais sobre a jornada de estudos e de preparação não apenas para o concurso, mas também para a carreira da magistratura. O entusiasmo e a força de vontade revelada pelos alunos residentes delineiam ótimas perspectivas de sucesso, tanto para o programa de residência judicial do TJRR como para os projetos de vida então alcançados. Os bons resultados contemplam a instituição, os alunos e, principalmente, a sociedade roraimense”, declarou a magistrada.

 

Virginia Albuquerque
CCS/Campus Boa Vista
2/2/22