EXTENSÃO – Plano de acolhimento psicossocial atenderá alunos e familiares

por Virginia publicado 13/06/2022 17h55, última modificação 27/06/2022 14h58
Entre as diversas atividades a serem ofertadas, haverá orientação preventiva, atividades de socialização, acolhimento psicológico on-line e plantão psicológico presencial

Um novo projeto de extensão do Campus Boa Vista (CBV) atenderá a comunidade interna e externa por meio do Plano de Acolhimento Psicossocial ao Estudante e Famílias (Papef), desenvolvido no âmbito do Programa Institucional de Bolsas Acadêmicas de Extensão do Instituto Federal de Roraima  (Pbaex 2022).

Equipe extensionista – Sob a coordenação da professora Alexandra Marçulo, o projeto tem como bolsista a acadêmica Dannielly Barbosa e como acadêmico voluntário Wenney Maicon, ambos do curso de Tecnologia em Gestão Hospitalar (TGH). Além dos dois acadêmicos, o projeto contará com apoio técnico e operacional das servidoras e psicólogas Alizane Aniceto, do CBV, e Amanda Lima, da Reitoria.

Acolhimento – O projeto tem como objetivo o desenvolvimento e a implantação de um plano de acolhimento psicossocial destinado aos estudantes do CBV, extensivo aos familiares ou responsáveis.

O plano de atenção psicossocial será desenvolvido por meio de atividades de acolhimento individuais e coletivas, semanais, quinzenais e mensais, respectivamente, podendo ocorrer de forma presencial ou remota, a depender da demanda. Entre as diversas atividades a serem ofertadas, haverá orientação preventiva, atividades de socialização, acolhimento psicológico on-line e plantão psicológico presencial.

Do ponto de vista de contribuições práticas, o Papef tem como metas desenvolver em todos os beneficiários uma percepção positiva e sentimentos de autoeficácia e de competência pessoal para lidar com as situações do cotidiano; promover estratégias de enfrentamento que favoreçam a regulação emocional; orientar o desenvolvimento de estratégias alternativas e de formas adaptativas para lidar com os efeitos do estresse e da ansiedade decorrentes da situação pandêmica e do retorno às atividades e de suas consequências no nível do bem-estar e da saúde mental; oferecer informações sobre saúde mental à comunidade escolar e às famílias atendidas; oferecer suporte emocional, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias para lidar com a adaptação às mudanças neste retorno às atividades, em especial quando acometidos por perturbação psicológica, situações de negligência, abuso, violência, consumos de substâncias tóxicas; e contribuir para a promoção de comportamentos proativos em relação à vida pessoal e profissional.

Vagas – Serão disponibilizadas quatro vagas quinzenais para o plantão psicológico para atendimento individualizado e presenciai, a partir de demandas espontâneas de alunos ou familiares.

Conforme o cronograma, os atendimentos e demais atividades do projeto terão início em 18 de julho, com a retomada das atividades acadêmicas do segundo semestre, e seguirão até 30 de novembro.

Os alunos maiores de idade poderão buscar o acolhimento espontaneamente, e a demanda de atendimento poderá vir dos professores e/ou pedagogos do campus que perceberem alterações de comportamento. Já os alunos menores necessitarão de autorização familiar.

De acordo com a professora Alexandra, o formato do acolhimento será adaptado à faixa etária e não terá cunho clínico, e sim uma abordagem psicossocial temporária. Nos casos que demandem acompanhamento clínico de caráter psiquiátrico, as famílias serão orientadas a buscar acompanhamento nas redes públicas de apoio.

O plano de acolhimento, segundo ela, contempla demandas relacionadas à adaptação ao retorno presencial, à saúde mental dos alunos, à rede socioassistencial e às construções colaborativas dos familiares ou responsáveis. “O contexto imposto pela pandemia da covid-19 tem sido, até os dias atuais, o responsável pelo desenvolvimento de transtornos psicológicos, atingindo os mais diferentes aspectos da vida dos indivíduos. Os discentes, acostumados a uma rotina de aprendizagem dentro do ambiente convencional e de convívio social, foram atingidos integralmente pelo momento pandêmico, que trouxe sérios danos socioemocionais a eles, impactando, de forma decisiva, o contexto familiar. Diante disso, almeja-se fornecer um ambiente escolar e acadêmico de melhor qualidade qualitativa e de contato mais humanizado dos alunos e familiares, trabalhando as relações humanas e respeitando suas manifestações, bem como sua diversidade. Visa-se também promover o desenvolvimento e uma adaptação ligada ao bem-estar e ao prazer dessas relações, trazendo um reflexo positivo ao processo de aprendizagem num aspecto mais amplo”, explicou Alexandra.

Para Dannielly, a partir das ações do projeto, acredita-se que serão minimizados os impactos da pandemia da covid-19 sobre a saúde mental de toda a comunidade escolar, seus familiares e responsáveis. “No que tange à implicação da família ou responsáveis neste plano, esperamos propor a eles um exercício de autoconhecimento para que desenvolvam a percepção de que suas atitudes refletem diretamente no comportamento intrafamiliar e extrafamiliar, ajudando-os a estabelecer uma relação mais participativa e compreensiva”, disse.

Ao final do projeto de intervenção, a equipe pretende estender os achados empíricos sobre a importância das políticas de atenção psicossocial em contexto escolar; disseminar o conhecimento sobre as variáveis intervenientes, com foco na promoção da saúde mental em contexto de ensino; apresentar os resultados em congressos e outros eventos científicos nacionais e internacionais; publicar os resultados em periódicos especializados nacionais e internacionais, de forma a tornar acessível à comunidade acadêmica e científica os achados obtidos a partir da intervenção, além de favorecer o aprimoramento técnico e científico da equipe do projeto, em especial dos acadêmicos.

 

Virginia Albuquerque
CCS/Campus Boa Vista
13/6/22